O povo feliz, com alma lavada e enxaguada, dançava na praia da Avenida da Paz, celebrando a Independência do Nordeste. A festa varou a noite, continuou por mais uma semana. No palco armado um vistoso pastoril cantava acenando para o povo.
De um lado, o cordão encarnado, uma coluna com sete pastoras, moças charmosas, bonitas com seus vestidos de chita, fantasias de saias rodadas. Do outro lado, o cordão azul, outras sete jovens, louras, morenas, mulatas, todas acenavam para o povo na praia com seus pequenos pandeiros fantasiados de fitas coloridas. Entre as duas colunas, entre os dois cordões, dançava a Diana de minissaia, dividida entre azul e encarnado. Atrás da Diana, ao fundo, o pastor, segurando um cajado feito bengala com uma estrela incrustada na ponta. Todos dançavam, todos sorriam, era Festa da Independência.
A primeira pastora do encarnado- a Mestra- era a guerreira Heloísa Helena; a Diana, que não tem partido a afinadíssima cantora Leureny Barbosa; e a Contra-Mestra, primeira pastora do cordão azul com seu saiote rodado, a valorosa Kátia Born. Elas pareciam ter vinte aninhos iguais às outras pastoras. Atrás da Diana dançava o pastor, pelos trejeitos afeminados reconheci Lolita, um famoso fresco do Recife que costumava dizer: “Quem não conhece Lolita, não conhece o Recife”. Cantavam a primeira jornada do pastoril:
Boa noite meus senhores todos; Boa noite senhoras também… Somos pastoras, pastorinhas belas, Que alegremente vamos a Belém…
E o povão, embaixo do palco, enlouquecia quando as pastoras rodavam levantando os saiotes coloridos, mostrando as pernas. Eram mulheres-meninas com suas bonitas e empinadas bundas cobertas apenas por uma minúscula calcinha. A moçada ia ao delírio, ajudada pelo artista, poeta Chico de Assis, animando ao microfone:
Viva o cordão encarnado! Viva o cordão azul! Viva a Independência!
Sem deixar de olhar para as pastoras o povão respondia: – VIVA!
Durante toda a noite apresentaram-se fandangos, folguedos, folias, coco de roda, baiana, caboclinho, reisado, nega da costa, chegança, guerreiro e outras danças populares nordestinas.
No Museu Théo Brandão acontecia um agitado e divertido baile de carnaval. A orquestra do maestro Elizaubo Wanderberg tocou durante toda noite. O povão se esbaldava se empolgava com as músicas, ia ao delírio quando a orquestra arrochava no frevo Vassourinhas. Afinal o dia foi despertando, a orquestra desceu à rua, deu algumas voltas na Avenida, puxando os foliões em direção à praia.
O povo dançava na extensa praia de areia branca, cantando música de Edécio Lopes: Subi a ladeira do Farol… Fiquei no mirante a olhar… Os raios dourados do sol… No azul imenso do mar… Olhei a cidade sorriso… E vi Maceió tão feliz… Mostrando tanta riqueza… Ao povo desse país
Continuavam os gritos: “Viva a Independência”. “Viva o Nordeste!”.
De repente os foliões entraram na água cristalina e morna naquela luminosa manhã. O mar de um esverdeado com matizes azuis, levemente dourado pelo sol da madrugada convidava ao mergulho. O povo de roupa e fantasia, lavava sua alma. A música continuou.
De repente emergiram das águas tranquilas, os Deuses do mar: Yemanjá, Netuno, o Príncipe Submarino e algumas belíssimas sereias com caras e rabos humanos, alegres pelo carnaval inesperado. Como no Olimpo deuses e homens se misturaram, caíram na folia. Deuses brasileiros, deuses nordestinos, Deuses da alegria e do amor. A festa da Independência do Nordeste durou uma semana. De repente acordei-me. Triste com a realidade, percebi que tudo foi apenas um sonho, um feliz sonho sonhado.
Esse tipo de discurso, gerado num cérebro com precaríssimas sinapses, não chega a espantar.
Visitem qualquer botequim de subúrbio ao fim de uma tarde e, invariávelmente, encontrarão um mané, aboletado atrás de uma mesa, já cheia de garrafas vazias, evacuando a mesma diarreia verbal.
Discursos assim são apenas explosões de recalques e ressentimentos.
O suculento, e meio que raivoso, discurso do mané é tão primitivo que só alguém com cérebro de ameba pode levar a sério…
É impressionante a falta de noção do presidente Lula. Querem saber da última? Durante entrevista após a Cúpula do G7, Lula afirmou que o mundo será melhor quando as pessoas deixarem de depender do trabalho doméstico de terceiros e passarem a… pic.twitter.com/lcoQWtEDuI
— Deputado Delegado Zucco (@DelegadoZucco) June 18, 2026
Falta de competitividade está espantando empresas brasileiras
Ouço comerciantes, industriais, lojistas em geral, fabricantes, agricultores, pecuaristas, todos se queixando das dificuldades financeiras, da inflação, dos juros altos, da quantidade de impostos para sustentar um governo gastador, e da falta de infraestrutura e de prestação de serviços por parte do governo. Agora, o Ranking Mundial de Competitividade publicou sua lista, informando que, de 70 países, o Brasil é o 65.º; só ganha de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela. No critério de “eficiência governamental”, estamos em penúltimo lugar; só ganhamos da Venezuela. Eficiência governamental zero.
Eu sempre digo que o governo trabalha contra o Brasil. Vocês se lembram do tempo em que os vigaristas daqui fugiam para o Paraguai. Hoje, quem foge para o Paraguai são as empresas brasileiras; lá, elas sobrevivem pagando menos impostos, dando emprego para os paraguaios, investindo no Paraguai e aumentando a balança comercial paraguaia.
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Deolane vira ré junto com Marcola
Deolane Bezerra, aquela advogada que faz sucesso nas redes sociais – vejam como é o Brasil, a pessoa faz lavagem de dinheiro para o PCC e brilha nas redes sociais –, virou ré em Presidente Venceslau (SP). Quem estudou História do Brasil na escola sabe quem foi o presidente Venceslau Brás; há um município com o nome dele em São Paulo, e o juiz de lá aceitou a denúncia e a considerou ré, junto com Marcola e familiares dele. Deolane está presa no presídio feminino de Tupi Paulista (SP).
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Cada vez mais gente é flagrada na rede de influência e propina de Vorcaro
Os dados da Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro pagava R$ 400 mil em mesadas para policiais federais, da ativa e aposentados, para que lhe repassassem informações de dentro da corporação. É até pouco, comparado com alguns outros pagamentos que ele fazia. Para o senador Ciro Nogueira, presidente de partido político, começou em R$ 300 mil, depois passou para R$ 500 mil. Temos o contrato com o escritório da mulher de um ministro do STF, para quem Vorcaro perguntou se tinha conseguido bloquear sabe-se lá o quê. E agora parece que surgiu um apartamento para o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula; deve ser igual àquele tríplex no Guarujá, certamente não é dele…
Estamos vendo que Vorcaro comprava pessoas nos três poderes para poder resistir, em um esquema que o ministro André Mendonça descreveu muito bem naquele bate-boca com Gilmar Mendes, durante o julgamento da prisão do pai de Vorcaro. É uma verdadeira máfia, inclusive com armas, intimidação e ameaças. Por isso o “Sicário” sumiu. Eu não consigo acreditar que ele se matou; só se ele já sabia o que esperava por ele, e preferiu se antecipar, do jeito que são os métodos que estamos vendo agora, e que eram usados por essa família – ou famiglia, como acontecia no sul da Itália, na Sicília.
Ainda bem que temos uma pessoa do tamanho de André Mendonça na relatoria do caso no STF, porque a pressão sobre o tribunal está grande, e é preciso acompanhar de perto. Graças à falta de caráter de pessoas que se deixaram comprar, Vorcaro fez um estrago no Supremo muito maior que o estrago material do 8 de janeiro. Pichar a estátua da Justiça com “perdeu, mané”, quebrar coisas, levar a Constituição e devolver, sujar tapetes, isso é pouco perto do que Vorcaro fez no STF.
Após a desastrosa participação como um convidado bem trapalhão do G7, Lula (PT) retornou ao Brasil como a mesma fama de mentiroso que deixou na França, após afirmar lorotas como “nunca fui esquerdista”.
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“Fama de mentiroso”, conforme diz essa nota aí de cima, é uma qualidade que o descondenado carrega no lombo.
É igual o chapéu e a garrafa de 51: faz parte da imagem dele.